Era uma vez…

“Os restos”

04/11/2009 · 2 Comentários

Aqui em Romont há uma pequena tradição que eu sempre achei excelente. Quando os miúdos saem da escola vão às padarias, há três aqui na vila, e perguntam: a senhora tem restos? Se a resposta é negative dizem adeus e vão embora. Se a resposta é positiva, passam uns atrás dos outros e a senhora que serve da os restos do dia: bolos, croissants, mousses paezinhos,etc.. Tudo o que sobra. Acho que é melhor que deitar tudo à noite para o lixo. A primeira vez que eu soube disto estava deitada numa cama de hospital, cheia de costuras por todo o lado, tubos, tubinhos e companhia. O Mauro veio ver me e, como tinha entrado há pouco para a escola começou a contar a historia “des restes” Já lá vão 16 anos mas a dor que senti de tanto rir, as vezes que lhe disse para parar d contar senão os meus milhares de pontos iam rebentar, isso eu não vou esquecer nunca! Espero que os meus “putos” nunca se esqueçam “des restes” e sejam também generosos com os outros. Abraços

Romont2

Romont

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Coitadinho

31/10/2009 · 2 Comentários

No fim dos anos sessenta, princípio dos anos setenta, havia uma só televisão na minha aldeia, a preto e branco é claro. Era na taverna e mercearia do Larepas.La se faziam as compras, ao domingo íamos ver a tarde de cinema e às quintas-feiras à noite a tourada. Não havia supermercados pelo menos na nossa cidade de Pombal.So mesmo nas maiores cidades. Quando precisávamos de um vestido íamos à costureira. Em minha casa, por exemplo, de vez em quando vinha a costureira trabalhar ao dia. Trazia a maquina de costura e cosia de tudo, desde cortinas até as calças, combinações (eu sei que a maior parte de vocês não sabe o que é),  :D :D :D etc,.. Quando se queria comer um frango, ia se à capoeira e matava se um.Quando se estava a mater um destes bichinhos era proibido dizer”coitadinho” pois, segundo os adultos, o bicho levava mais tempo a morrer. :D Escusado será dizer que, onde nos soubéssemos que ia haver galo morto, ia haver a canção do coitadinho cantada por todos os putos da aldeia. :D :D :D   Eram os nossos momentos de rebelião. Um pensamento especial para a Ti Carma que, nesses momentos, era a nossa vitima favorita. Normal, ela ajudava à festa correndo atrás de nos e enviando milhares de ameaças! E o pior é que parecia verdade, o galo nunca mais morria!!! :D :D

Abraços

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A marmelada

30/10/2009 · 4 Comentários

Recebi de um idoso lá do Lar um saco cheio de marmelos e, amanhã lá vou eu fazer marmelada. Isso trouxe me recordações de infância. Quando a minha mãe ia trabalhar para o campo e nos levava, dentro de uma saquinha de retalhos ia sempre a típica  sandes de marmelada para o lanche. O problema é que por muito que ela, e as outras mães, pendurassem as saquinhas no ponto mais alto que podiam, a bela da formiga dava sempre com a marmelada. E era o drama! Nenhum de nos queria comer o lanche. Apareceu então a história do menino que à força de comer tantas formigas tinha os olhos tão bonitos, tão bonitos que todos o invejavam. E, oh milagre! Todos comiam a sandes de marmelada mesmo sem mastigar pois as formigas picam que se farta! Falo por experiência: comi bem a minha parte. Quanto à beleza dos olhos……

Abraços

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Pequenas coisas, grandes diferenças.

26/10/2009 · 2 Comentários

Lembro me de estar deitada na minha cama, já tarde e, ouvir a minha mãe dizer ao meu pai para desligar a telefonia pois, alguém podia passar e ouvir……. Dizia cá para comigo “ que raio de mal podia fazer ouvir a rádio e os outros saberem? “ Só anos mais tarde, por volta do 25 de Abril de 1974, eu percebi o porquê. O meu pai escutava a Rádio Tirana, uma rádio comunista da Albânia e isso era interdito! Nem tudo esta pior que antes, pelo menos somos livres de ouvir o que queremos irmos onde queremos, etc., … Também não vou esquecer o dia em que o meu pai foi “a salto” para França em busca de uma vida melhor. Anos depois decidi emigrar para a Bélgica e, a única coisa que tive de fazer foi o meu passaporte. Pequenas coisas grandes diferenças!

Abraços

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falso aniversario

20/10/2009 · 9 Comentários

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Hoje é o dia do meu falso aniversario e recebi muitos votos de parabéns :D

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As pilhas

19/10/2009 · 2 Comentários

Quando o meu irmão Quim nasceu eu tinha sete anos. A minha mãe ia trabalhar para o campo e, eu, cuidava do garoto. Não que gostasse muito de o fazer mas era obrigada. Mesmo contrariada, que remédio! Mas eu tinha um segredo que era só meu: o puto adorava musica!  :D Assim que a minha mãe saia para o trabalho, eu ligava a telefonia a pilhas e pirava me para a brincadeira. De vez em quando, vinha espreitar o catraio. Enquanto houvesse musica, ele não piava! :D   A minha mãe dizia à minha irmã que as pilhas não valiam nada pois, antes duravam mais de o dobro do tempo a gastarem-se e, agora,  gastavam se “enquanto o diabo esfrega um olho”  :D Eu caladinha no meu canto! é que as pilhas já eram caras em 1969. Um dia a minha mãe cortou um dedo de um pé lá no trabalho. Voltou para casa mais cedo e descobriu me o segredo! Ralhou um pouco e …….   depois começou a usar a telefonia para adormecer o cachopo! :D :D

Abraços

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Bombons

17/10/2009 · 3 Comentários

Em Viersen, Alemanha, um miúdo de oito anos roubou 1680 euros aos pais para comprar bombons. Foi o Vendedor de bombons que chamou a polícia ao ver sair do bolso do menino um maço enorme de notas. A notícia não diz qual foi o castigo do gatuno de meia tigela . :D

Abraços


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os ratitos da Cereja

16/10/2009 · 2 Comentários

A minha cadela Cereja tem um grande problema. Ela tem dois ratinhos para brincar e quando ela lhes toca eles chiam como os ratos. Ela adora os! O tal problema é a Paquerette, cadelita simpática que tem por dona uma velhota lá do Lar de Idosos onde trabalho. A dona foi de férias e eu trouxe a Paquerette cá para casa por uns dias. A Cereja passa o tempo dela a querer guardar os dois ratos com medo que a outra lhes toque mas, como só tem uma boca, só pode pegar um de cada vez. Ora paga um, ora pega o outro, ora pega um……. dia fora.   :D :D

Abraços

A paquerette

A paquerette

A Cereja

A Cereja

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O pontapézão……

07/10/2009 · 2 Comentários

Agora que sou “grande”, penso muitas vezes na “peste” que era quando pequena.

Um dia andava a brincar com o Eurico, um canalhita de palmo e meio e ele  atirou me uma pedra. Não me acertou mas eu para lhe meter medo comecei aos gritos. Não tinha reparado que o meu pai vinha a chegar e correu para mim a saber o que tinha. Claro que eu não podia voltar atrás e disse lhe que o Eurico me deu com uma pedra na cabeça. Ainda hoje vejo esta  imagem: o meu pai a correr atrás do Eurico, este a correr direito ao portão da sua casa. No segundo que o meu pai levantou a perna para lhe mandar um pontapézão, ele passou o portão e livrou se dele. Ouf, ainda bem. Coitado do Eurico, por uma vez não tinha feito nada!

Abraços

Foto dessa época, eu ,sentada, e os meus manos :)

Foto 001feita

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Casamento por amor..

04/10/2009 · 2 Comentários

Tenho um amigo que casou por amor .Casou com uma mulher rica.Ele amava o dinheiro!

(Coluche)

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